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quinta-feira, 1 de março de 2012

nasceu Alberto e morreu Maria!


Acabei de assistir Albert Nobbs. A beleza do filme está excessivamente concentrada na personagem de Glenn Close, de maneira que se acompanha esse ser trágico rumo a um doloroso fim, como de costume. A tensão que existe entre a jovem de quatorze anos, estuprada e abandonada debaixo de uma escada, e o garçom de idade que economizava pra comprar uma tabacaria explode quando Albert bate a cabeça fatalmente contra a parede, depois de atacar o agressor da mulher que havia escolhido para fazer parte de seus planos ideais. Sua valentia era a certeza de uma escolha, abandonar o vestido pra sempre e se tornar um homem de família. Infelizmente, a constituição física de uma frágil senhora fez de Nobbs uma vítima. O lesbianismo aflora totalmente diferente do que se vê na mass midia, com aquela sensualidade teatral e uma lascívia digna de entorpecentes. Em Albert Nobbs, ela surge, por um lado, como fruto de uma cumplicidade, e por outro, como projeto ideal de vida, sem o estigma da sensualidade barata, sem a sombra do erotismo vulgar.

Nobbs é uma máscara interessante da humanidade


E falando em vulgaridade, vai um alô pra rapazeada boa de bola: fica longe desse crack, molecada, que dá pra ver que o barco afunda muito rápido. Os grandes centros estão cheios de viciados, cada vez mais, dos mais pobres até os filhos da classe média. Todos se acumulam nas ruas esquecidas pela polícia, na maior parte do tempo, e se refugiam em tragadas de um prazer corrosivo e humilhante. Vão-se os dentes, o cabelo, as roupas, a higiene, os objetos pessoais e a dignidade, por fim. Tudo por causa de algumas tragadas em um lixo químico, que faz de mamíferos sadios um bando de zumbis nas cidades cheias de merda. Não experimentem, porque não parece, em nada, positivo. Se tivesse algum ponto realmente interessante na coisa toda, tenho certeza que ele estaria sendo comentado como acontece com a maconha, com o LSD e até as atuais "drogas legais". Mas não tem. As pessoas simplesmente começam a viver em torno da pedra e definham até a morte. Por favor, né, tem tanta coisa boa pra fazer nesta vida, e vai se matar tão rápido por causa de um veneno que colocaram aí pra que você se torne mais um na estatística de desesperados falecidos? Ninguém está falando em abstinência, mas há alternativas pra se ter prazer, e muitas podem ter os danos eventuais amenizados por boa alimentação, exercícios físicos, uma vida feliz e consultas regulares com seus médicos. Equilíbrio e atenção com as toxinas e venenos, isso faz a diferença total e não deixa sua vida um porre.



Falando em porre, que vontade de tomar sex on the beach, manja? Aquele drink bicha, que leva suco de pêssego, licor de cassis e vodka. Não é isso, Amaury Junior? A galera da sucata faz com suco de laranja, groselha e vodka, o que também é irado, o tipo de coisa que eu me amarro em beber. Não curto destilado puro, tanto assim, a não ser Tequila, mas adoro esses drinks. Uma vez, fui com alguns amigos em uma Casa aqui em Curitiba, o James, e descobri que os caras fazem uma caipirinha boazinha de morango. Aqui vai a minha receita pra você:

Caipiranha de Morango

6 morangos grandes
4 folhas de hortelã
25 ml de de Keep Cooler
2 doses e 1/2 de vodka 
2 colheres de sopa de açúcar

Você pode colocar açúcar mascavo, se quiser, e também, se tiver cereja em calda na geladeira, dá pra colocar um pouco dela, mas não se esqueça de diminuir o açúcar, se for usá-la. Joga na coqueteleira com gelo moído, dá aquela agitada venenosa e sirva pros amigos.

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