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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ricardo tem cheiro de merda...

O Brasil é aquele país muito simples de entender, como sempre digo aqui. Uma terra vivida por nativos, que foi tomada na marra por uma aristocracia real e depois passou pras mãos da burguesada, que já tinha casamentos titulares com a realeza e com ela se confundia (tudo que um burguês quer, é se tornar realeza). Em todo caso, essa grande merda aqui sempre foi terra pra alguém com boas relações vir explorar financeiramente.

no mínimo, uma figura obscura das mamatas brasileiras

A reportagem do canal UOL fala a respeito de um depósito feito por Sandro Rosell numa conta de Ricardo. E quem é esse molho Rosell aí?

"Rosell é sócio da Alianto, a empresa que recebeu R$ 9 milhões do governo de Brasília, sem licitação, pelo amistoso da Seleção Brasileira contra Portugal, em 2008."


- Blog do Juca


E quanto foi que o cara depositou na conta, não do Ricardo, como eu disse, mas da FILHA dele? TRÊS MILHÕES E OITOCENTOS MIL REAIS. E quantos anos tem a filhinha do nosso Teixeirão? ONZE ANOS. É mole, ou quer mais?



PACOTE TURÍSTICO BRASILEIRO


Here, in Brazil, you have the opportunity to meet the real deal in corruption and neglection. We can provide you with the best programs to see with your own eyes the vast animals of our flora and their behavior. We have standards, such as:

- see someone dying in a hospital line of people waiting for treatment;
- see an ex-guerrilla woman commanding a nation of violent and corrupted police officers and high prices for everything;
- meet businessmen that are always diverting money from it's original objective to their own benefit; and
- get to know how people live with the fake idea of democracy and freedom

YOU ARE GONNA LOVE IT!


There are always green fields, sun and nice beaches to make you more than happy! COME HERE TO SHARE OUR MISERY!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

inimigo número 1

Uma das coisas mais bizarras da existência humana é o câncer. Meu tio, pai dos meus primos, foi levado por um destes, mas a família, de fato, traz um histórico de lutas bem sucedidas contra a doença. Duas tias curadas e aparentemente bem, com idade avançada e uma vida muito mais saudável. Uma delas, inclusive, é estudada pelos oncologistas, porque seu tumor virou água. Sendo assim, além do histórico familiar, de todas as reportagens e casos que ficamos sabendo, natural é que eu me sinta curioso a respeito e, acredito, essa curiosidade pode me ajudar a enfrentar melhor os casos que aparecerem em minha vida, tanto de amigos quanto meu próprio.


Esse cara aí, o Doutor David, quando tava no auge da carreira descobriu que tinha um tumor na cabeça, do tamanho de uma noz. Sucesso total no campo da psicologia, estava prestes a abandonar tudo pra desaparecer na morte. Está vivo, no entanto, depois de ter usado a combinação dos tratamentos médicos e de uma postura saudável em relação à alimentação, exercícios físicos e equilíbrio emocional. Um fato que fez com que ele abraçasse a causa e colocasse sua experiência e conhecimentos num livro bastante interessante.

O barato da pesquisa do David é que ele quer combinar processos, não excluí-los entre si. Ele é enfático quando diz que nada pode substituir a quimioterapia, a radioterapia e outros procedimentos da medicina tradicional. Seu apelo é pela aceitação de que uma vida bem vivida e emocionalmente sadia pode fazer muito milagre acontecer, no que concerne a esse carrasco sinistro.


A Bolha é uma banda setentista brasileira, que vai tocar no Psicodália, festival que meus amigos e eu vamos contemplar neste carnaval, mais uma vez. Liga a trolla aí, malandro, e ouve os caras. Trate com carinho a tua cabeça, teu espírito e viva melhor a tua vida!

Uma sina cabralina


O poema "Catar Feijão" de João Cabral de Melo Neto é uma daquelas obras que fascinam pela sua estrutura e significado.



"Catar feijão se limita com escrever:
Jogam-se os grãos na água do alguidar
E as palavras na da folha de papel;
e depois, joga-se fora o que boiar.
Certo, toda palavra boiará no papel,
água congelada, por chumbo seu verbo;
pois catar esse feijão, soprar nele,
e jogar fora o leve e oco, palha e eco.

Ora, nesse catar feijão entra um, risco
o de que entre os grão pesados entre
um grão imastigável, de quebrar dente.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo:
obstrui a leitura fluviante, flutual,
açula a atenção, isca-a com risco."


A característica que salta aos olhos, depois de uma primeira lida, é a de metapoema, ou seja, a poesia que fala do processo de construção poética. João Cabral faz a relação entre a escolha das palavras no léxico e um hábito comum a muitos brasileiros mais velhos, o de catar feijão. É desse ato de cuidado com o alimento que resulta o suor, a tal da água "do papel", e esse jogar fora dos grãos leves e ocos, representando na poesia aquele cuidado que o artífice tem com sua criatura, que não deve ser "eco", mas algo original, na medida em que pode sê-lo. Poiesis.


Ao contrário da pedra que vem do gesto mal feito, a que vem nas palavras promove a quebra da regularidade, da familiaridade, do conforto a que estão todos acostumados, principalmente no consumo da cultura pop, por meio da inserção de elementos que causam estranheza. É o grão mais "vivo", o que faz do percurso uma experiência sinuosa. A beleza deste pedaço de trabalho louvável do mestre Cabral é que nela existe a beleza do povo brasileiro, do trabalho do poeta e a lição do homem que deixa aos demais poetas um grão de ouro.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

feiura: um abalo sísmico

Você é feio? Como é que você não sabe? Bom, vamos pra um diagnóstico básico pra você saber se é bonito


Hugh Jackman e os traços da beleza

A beleza é uma convenção, algo que é determinado. Não é um fenômeno natural, mas social, que precisa da vontade do homem pra que se faça valer. Não é que nem a lei da gravidade, manja? Então, nesta foto do Wolverine a gente vê uma série de traços que determinam a beleza do cara, afastando ou aproximando você, conforme veremos da lista de atributos que uma vez eu vi num programa de televisão:

- maxilar largo
- morfologia dos órgãos do rosto
- simetria dos órgãos do rosto

Jackman não tem o nariz cumprido demais, como é o de Adrien Brody, protagonista de "O pianista". A boca possui desenho e não tem manchas, bem como a pele. Os olhos possuem simetria e não apresentam nenhum aspecto estranho, como os de Forrest Withaker, de "O Último Rei da Escócia". O maxilar largo é um detalhe que chama a atenção das fêmeas, segundo observadores, de modo que podemos percebê-lo numa série de rostos aclamados pela crítica: Brad Pitt, Ben Affleck, Tom Cruise, Rodrigo Santoro...



E aí, você tá perto da coisa ou é um mamífero bem distante do padrão de beleza? Porque isso conta muito. Pessoas bonitas são capazes de influenciar visualmente outras, de uma forma fascinante, coisa que rende muitas facilidades. Muitos nem precisam ir atrás de algo, as coisas vêm, porque sua existência é um deslumbre. Suas ações ganham um vulto absurdo, uma força e uma aceitação sem iguais. 

MOMENTO FACEBOOK

No Facebook, registramos uma honesta citação, jogada ao público espontaneamente, que ilustra a força das pessoas bonitas:


‎"é, eu não dou bola mais, mas as vezes fico muito puta, xingo internamente "filho da puta 

 do caralho" mas se um cara bonitinho pá, dá 

 aquela olhada, aí ponho um sorriso na cara e curto sim" 


Aos feios, cabe escolher o fulgor da personalidade, ou o correr atrás pra se parecer mais com o padrão, ou ficar rico, enfim, é contigo, malandro, só não dá pra viver reclamando e chorando pelos cantos. Feio ou bonito, a gente só tem uma vida.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

as boas vibes de uma comunidade mundial renovada

Fico me perguntando, muitas vezes: como é que a gente pode mudar o mundo? E aí, quando procuro as respostas, acabo por enfrentar a decisiva constatação de que, acima de qualquer coisa, pra que haja alguma mudança é preciso que se faça com muita gente envolvida. Daí nasce uma nova pergunta: meus companheiros de luta, essas pessoas que quero do meu lado nesta revolução, eles sabem que mundo é esse que precisa ser mudado? Meus irmãos de armas sabem quem é o inimigo? É preciso esclarecer tudo isso antes de qualquer tentativa de mudança, claro, porque fundamental é que se saiba com quem se está fazendo o quê e porquês. 




Vivemos um tempo único, onde os povos podem dialogar livremente sobre sua condição. A internet nos proporciona, ainda que vigiado, um espaço de discussão e organização. Que mundo queremos mudar, afinal? O mundo onde a comunicação é intencionalmente prejudicada, em favor da situação de outros. Queremos, ou não, um lugar onde tudo esteja claro e o jogo seja limpo? A transição deve partir de um mundo que conheceu e ainda vive os reflexos da escravidão, do elitismo, da desorganização e da manipulação pela ignorância para uma realidade onde haja respeito pela vida, um jogo social limpo e justo, onde o mérito de cada um seja o sinal de seu valor, sim, mas entre competidores que tiveram as mesmas chances de se preparar.





Comece pela sua rua. Observe o espaço onde você e muitos vizinhos moram. Faça uma lista com os principais problemas e os pontos fortes do lugar. "A associação de moradores é que deve fazer essas coisas". Não espere por alguém que nunca vem, ou se for o caso, faça as devidas observações e vá até a associação, exija uma reunião e se manifeste. Não deixe que o tempo corra com a sua vida, é você quem deve usar o vento pra navegar. Você pode organizar reuniões, feiras, eventos, tudo com o devido auxílio e diálogo com os órgãos competentes, conseguindo as devidas licenças. Faça da sua vida algo menos apático, menos fútil. Invista nas relações humanas. Conquiste os espaços com a criatividade de ser coletivamente, porque o teu ser individual vai se regozijar na multiplicidade de fontes pro deleite, que só mais de uma cabeça pode criar.




saber amar é saber deixar alguém te amar

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Coisas que o infinito vem te contar


não há mágica nas coisas
elas estão todas mortas

trágico é justamente esse abandono

a voz que vai não retorna
e mesmo no sonho agora
vai pela orla
sopra na asa da gaivota
boba

sobre lugares insondáveis
lá fora
a mágica é um investimento
nos corpos
promessa de transformação
sem cordas

o infinito surpreendente-
mente