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AVATICATA VIDEOS E PRODUÇÕES

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segunda-feira, 30 de abril de 2012

Porque Luciano Huck é um babaca


O que é Luciano Huck? Não, a pergunta está certa, não se trata de quem, mas do que está por trás deste nome, como está por trás do nome de Silvio Santos, Carlos Massa, o Ratinho, e inúmeros outros empresários-apresentadores, que utilizam o universo podre da televisão para enriquecer e garantir a manutenção das coisas como elas devem ser: uma vida baseada em relações de mercado. É isso mesmo, os caras estão aí pra fazer a sua vida essa coisa fria e monótona de adorar ídolos e objetos, fazer da sua existência essa devoção estúpida a um estilo de vida que gera prazeres fugazes, feito a cocaína, a heroína, e tantas inas que escravizam milhões por aí. No caso da televisão, a idiotina.

Este pai de família (porque é imprescindível, neste país), apresentador de carreira (que se constrói exclusivamente com persistência e o mínimo de recursos e contatos, que não são feitos por ele, mas pela emissora que está investindo), empresário desde moleque (cara de família de posses, que ao que me consta, já tinha negócios nas mãos quando era cordeiro, ainda) é não apenas isso, mas a imagem que faz de tudo isso que citei uma grande coisa. O que isso quer dizer? Fetichização. A televisão trabalha fazendo com que tudo que apareça nela ganhe importância em si, não por ser bom, não por ter qualidade, mas simplesmente por existir. O que é a apresentadora Angélica, senão a eterna investidura da Rede Globo em uma figura plástica que nunca foi grande ancora, nunca foi grande cantora, nunca foi grande animadora, nunca foi grande atriz, nunca foi grande nada? E qual a grandeza de Luciano Huck? Qual a grandeza de Fausto Silva? O que mais se ouve por aí são reclamações a respeito do estilo patético e incompetente de Fausto Silva, mas por que isso não o faz perder audiência e se acabar na própria insuficiência?

A Favela é só pose, como mostra reportagem da Época
em que o apresentador é citado como grande empresário
parceiro de José Serra e Aécio Neves


O fetiche se cristaliza, torna-se ideologia, passa a ser parte integrante da vida dos indivíduos que vão sendo educados e cultivados em tradições de consumo impensadas por seus praticantes. A postura crítica nunca foi ensinada a muitos, que nasceram educados para "gostar" ou "não gostar" das coisas, mas sem jamais colocar em risco a ideia de se afastar desta coisa de que gosta ou não gosta. É aí que está a vitória da publicidade inescrupulosa sobre os indivíduos mal educados, a garantia de que as formas de viver não são questionadas, mas unicamente rotuladas, por hábito de ter alguma liberdade para tal.

Luciano Huck não representa só a paralisia do pensamento crítico, mas a competição desleal do mercado monopolizado, o chute no saco do livre comércio, como conseqüência desta fetichização do consumo por um valor agregado de moral baixíssima, cuja sombra obscurece a procura e o consumo como reflexo da necessidade e da vontade de qualidade. Luciano Huck representa um mundo que está cheio de problemas e que precisa ser assim, pra que ele possa aparecer como salvador da pátria. Ele não resolve os problemas das pessoas, ele simplesmente assopra uma ferida que está aberta. Ele traz algum alívio para quem está em situação de emergência, mas jamais discutiria a resolução definitiva dos problemas, jamais lutaria para sanar aquilo que leva não só aquelas pessoas que ele ajuda, mas inúmeras outras, a um estado miserável e perturbador de vida. E por quê? Porque se fizer isso, os patrocinadores que investem dinheiro no programa, as grandes empresas que sustentam as redes de comunicação, e que por elas são sustentadas, numa relação de interdependência cada vez mais nítida, não teriam terreno para garantir o funcionamento do esquema todo. 

FARSA DO LATA VELHA
A denúncia é a de que o Luciano teria trocado o Opala do cara por um Caravan, por simplesmente poder fazer isso. O cara se deu bem? Sim. O Lata Velha é um programa que reforma o seu carro e te devolve novo, mantendo a relação de amor que você tinha pelo objeto? Não. Isso se chama propaganda enganosa. Isso se chama adquirir mérito sem ter obra. Isso se chama farsa.


domingo, 29 de abril de 2012

Queen e a lírica cotidiana

Que banda maravilhosa é o Queen, né? Poizé, o lance é que muita gente tem um papo torto do tipo

"É BOM, MAS AS LETRAS SÃO MEIO FRACAS"




Peraí, calma lá, vamo devagar nesse momento trágico de nossas vidas. CALMA!

As letras do Queen não são tratados filosóficos pra orientar, tampouco poemas que alumbram o ouvinte. Não são a banda pra esse tipo de experiência e, nem que fossem, quem disse que tais características definem o que é uma banda com letra boa ou ruim? Então, o que é uma letra boa?

Letra boa: uma composição de versos que faz bem aquilo a que se propôs, com os recursos e os requintes que fazem da experiência de ouvir e compreender as palavras, numa interpretação pessoal, um momento de prazer na vida do indivíduo.

Já me disseram que I'm in love with my car é uma música idiota. Por que? Tá maluco? Automolove! Uma canção que fala a respeito da relação de amor do homem pós-moderno com a máquina, como acontece com a protagonista torpe de Passeio Noturno I e II, do grande Rubem Fonseca. Um dos destaques são as palavras que falam das partes do carro se misturando na sintaxe do período com os gestos dos homens e mulheres. Uma música que explicita essa tensão entre o homem e máquina.

E aí, tentam dizer que Fat Bottomed Girls é, na mesma linha de desperdício de versos, uma música fraca. Insanidade. É um hino às mulheres bundudas, às mulheres grandes, na construção da personagem que se tornou um amante destas figuras. O som acompanha a lírica da devoção. É uma maneira extremamente bem humorada de desenvolver a ideia da relação sexual como algo que amadureceu em uma figura que não só viveu como vive e enaltece o fenômeno.



Besteira, os caras fizeram uma obra bastante consistente e não tem nada ali que esteja fora do lugar.

ps: March of the Black Queen é totalmente fora dos padrões que citei acima. Saquem a sonzeira que é!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

the loss part 121

Adeus, Greg Ham, o cara do saxofone em "Who can it be now?"



Bandaça da Austrália, com um instrumental bastante rico, letras muito bem humoradas e melodias que ficam na cabeça com uma facilidade absurda. Down under, It's a mistake e tantas outras canções ficarão a despeito do seu fim, Greg Ham. Salve!

domingo, 15 de abril de 2012

Contra o Controle Ideológico


Cut the crap and let people be free!

Subjectivity can't be transformed in Law without consentment!

Take your religion beliefs out of our way!



Religião não é lei, é escolha. 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Existe Inocente nas Igrejas?

Não, meus amigos, não há inocentes nas igrejas. Quando penso no tráfico de influências e na persuasão nociva exercida pelos pastores sobre os fiéis, penso diferente do que pensava antes. E o que eu pensava antes?





Antes, pensava que os líderes religiosos tinham uma espécie de lábia mágica, uma grande persuasão discursiva, capaz de dobrar o mais cético e fazê-lo escravo de um deus inventado. Eu achava que ali eram todos vítimas inocentes de sua ignorância e que deveriam ser salvos a qualquer custo. Eu cria, em verdade, que ali existiam pessoas inocentes. Pois não é verdade.

Estudando o prazer, cheguei ao conceito de catarse (kátharsis), que é o da purificação. Aristóteles comentou que, por meio de um drama, o homem é capaz de se purificar daquilo que o corrompe. Portanto, um ritual, uma encenação, é o que faz do momento de catarse o instante do sublime, lançando o indivíduo em um êxtase sem precedentes, já que ele está entrando em contato com a divindade para sua própria salvação. A religião e a novela que passa todos os dias ajudam o homem a purgar esses sentimentos e, por meio do drama, chegar a um estado de satisfação, o que gera o comodismo.

Portanto, inocente? Não, se você se ajoelha e ajuda a sustentar este Império de Ilusões, esta grande falcatrua que é a dispersão da atenção e dos esforços do homem para um plano ficcional, quando ele deveria estar investindo na vida social que constrói e usufrui, então você é cúmplice de uma gente que procura tornar a vida uma coisa obscura e difícil, servil e limitada, estúpida e criminosa.



Assuma sua responsabilidade civil. Ajude a construir um mundo justo, pelo prazer que ele vai gerar a todos nós, não porque você vai ganhar alguma coisa quando morrer. Esse é um pensamento imbecil. O que existe depois da morte é um mistério, ficará assim até que alguém volte e, sinceramente, todas estas escrituras sagradas que falam de retorno são um monte de balela que tem muito mais um fundo estratégico, discursivo, político, do que de profecia. Até que alguém de fato retorne, ajude a cuidar do mundo, sejamos felizes. Chega desta babaquice de privações, joguinhos de hierarquia, de um passando o outro pra trás enquanto reza um pai nosso.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Brazil, show us your face!


You, gringo, that think Brazil is the latest craze on emerging countries, man, you have to watch out for what people are talking about. You have to know, first, that we still are a possession, a colony for exploitation of labor and life. Evidences? Believe it or not, 56% of all homes in Brazil have no water treatment or sanitation.

Yes, we are the future. Are we?

quinta-feira, 5 de abril de 2012

O que nós podemos fazer? Save Brazil!

     Quer dizer, a gente mora em um país onde muitos sabem o que está errado. Estes muitos sabem, inclusive, alternativas pra este errado ficar certo. No entanto, como sempre foi, tem gente que quer privilégios. Tem gente que não quer dividir a mesma quantidade das coisas, mas quer ter mais e mais, às custas do trabalho de multidões. O pensamento monarquista nunca morreu, ele só deixou de ter um nome para ter outro. 

     O que a gente faz, mundo aí fora, mundo fora do Brasil? Diz pra mim, você que tem a resposta, aí, em algum lugar do planeta. Como é que a gente faz para os nossos impostos serem revertidos em benefícios para a população, e não em dinheiro para uso privado de uma classe bastante seleta? O que a gente faz para as nossas reclamações serem ouvidas sem que a polícia nos agrida até a morte e nos desove em uma vala? O que a gente faz para as pessoas terem um tratamento digno? Suíça, Noruega, Dinamarca, Suécia, como é que a gente faz para dar aos nossos semelhantes a vida que vocês levam? 


     Ajuda a gente aí, Europa. Dá uma mão aí, Estados Unidos. A coisa aqui tá feia desde sempre. Nosso povo simplesmente não vê nenhum tipo de carinho por parte de seus governantes materializado. A gente só recebe falsas promessas, sorrisos amarelos, tapinhas nas costas e corrupção. O que é que a gente faz pra que as pessoas que nos representam gostem da gente e se importem com nosso futuro? O que a gente faz para que os nossos representantes políticos parem de usar a polícia para soltar os cachorros sobre nós, spray de pimenta, bastões de madeira, armas de borracha e munição pesada? O que é que precisa ser feito pra que as coisas parem de ser fachada e comecemos, nós, o povo desta terra sul-americana, a receber o digno tratamento de cidadãos do mundo?

     Até quando vamos trabalhar para que suíços, suecos, noruegueses, dinamarqueses, ingleses e uma série de outros povos, que são os mesmos povos brancos de outrora, que são os filhos dos homens brancos que saíram para conquistar o mundo e colocar as pessoas sob seus pés, a minha pergunta é

QUANDO NÓS TEREMOS O DIREITO DE TER UMA VIDA JUSTA, SEM LIMITAÇÕES E SEM A ESCRAVIDÃO DE FAZER DE OUTROS PAÍSES UM PARAÍSO, ENQUANTO NOS CONTENTAMOS AQUI COM OS RESTOS E MIGALHAS? 




     E não vem dizer que você não sabe como acontece, porque qualquer filme ensina como é que se pode transferir dinheiro para paraísos fiscais, o segundo nome da Suíça, praticamente, sem que ninguém possa ter acesso aos dados. Como é que se pode achar que é justo um mundo em que existe um lugar feito para se esconder dinheiro?! ACORDA BRASIL, ACORDA MUNDO!

terça-feira, 3 de abril de 2012

cotidiano revisited




Todo dia ela faz tudo sempre igual
Compra pedra às seis horas da manhã
Para não encontrar com os policial
Ela desce e pega aquela van

Todo dia é um copo de guaraná
Nem sequer procurou tomar café
Não se importa com aquilo que vai jantar
E o beijo tem gosto de chaminé

Já me disse que pensa em poder parar
Meio-dia o cachimbo tá na mão
Uma pedra que a puta foi buscar
Pra repartir com geral da invasão

Seis da tarde, como era de se esperar,
Foi pegar mais umas pedra no Portão
Diz que está muito louca pra fumar
Que está é sua única paixão

Não adianta dizer que vai se afastar
Meia-noite ela não fez nem cocô
Os seus rins já não podem mais trabalhar
E o câncer parece já espalhou

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Compra pedra às seis horas da manhã
Para não encontrar com os policial
Ela desce e pega aquela van

domingo, 1 de abril de 2012

decoupage cinematográfica



Os movimentos corporais da Gainsbourg, no finalzinho, quando o Melancholia já está quase atingindo o planeta, é de dar nos nervos! Excelente trabalho. Fotografia linda dos três, debaixo das ripas de madeira, de mãos dadas, quase engolidos pelo corpo celeste.

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