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sábado, 9 de maio de 2009

across the universe


Falando de filme, Across the universe é um clichêzão pop da pior qualidade.

Vai desde a protagonista loura e o problema do amor e da guerra do vietnã, até os balés previsíveis e as coreografias da madonna em caras sérios, pra dar o contraste.

O formato é um porre. Os solos são muito iguais a High School Musical, cheio daqueles sorrisos que o cara dá pra si mesmo, as olhadas pra baixo, depois o olhar contemplativo, as entradas emotivas pras meninas ficarem apaixonadas nas músicas. Não à toa o protagonista lembra um Ewan McGregor misturado a e a lourinha traz toda a tradição angel beauty do cinema hollywoodiano, forçadamente, mas falemos disso depois.

Como é possível que faça isso com Beatles e as pessoas ainda batam palmas? O caráter lírico, universal, das letras, permite que se encaixe-as nas situações mais diversas. E é exatamente aí que os roteiristas se aproveitam pra fazer as coisas mais lugar-comum do mundo. É patético. A latina buçuda que é cheia de desejo sexual, o negão correspondente pra pagar de jimi hendrix.

Um aspecto interessante, a aparição ridícula de Joe Cocker, uma sátira de si mesmo, um coadjuvante de voz inesquecível e talento inegável. O momento mister K., na boa, plágio da idéia já colocada em Moulin Rouge.

Pois é, o filme é um grande Moulin Rouge. Autopromoção usando a guerra no Vietnã, claro, como não podia deixar de ser. O discurso autopromotivo dos americanos sempre foi o de escancarar suas falhas através de uma nova geração de americanos tão patriotas quanto os antigos, mas agora demonstrando consciência dos atos errados do passado. E isso os redime! E os deixa prontos pra outra. É a beleza do romantismo tolo conquistando mentes ociosas.

Os atores são horríveis, mas a lourinha do Aos 13 superou o resto do elenco. Ela simplesmente não tem profundidade alguma.

Eu acho uma bruta sacanagem o que fizeram com a obra dos Beatles. Interpretações legais das letras? Ok, algumas coisas foram legais, mas é muita porcaria pra uma ou outra coisa que sustenta. E só Beatles sustenta. Não fosse a força da obra dos ingleses, esse filme não passaria nem na sessão da tarde. Moulin Rouge 2. Pobre de espírito. Clixeira.

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