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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

maria the second

É como um pesadelo, ela, seguindo esse elo com a noite. Lunescida, na infância passarinhou pelas antenas de tevê, ignorando o brilho das estrelas cadentes, cometeu suicídios para fotonovelas explícitas, gritou por socorro e acusou os pais de idolatria enquanto usavam o liquidificador. Colocava pregos no altar quando queria fazer discursos mais longos diante do espelho: uma hora dava. Mergulhava o pirulito nas garrafas, malhava as persianas de janela aberta, crua que nem um pedaço, espalhando o caldo nas frestas do taco onde deitava tapetes até secar. Subiu no parapeito para ver o vizinho, um bodoque vesgo de berço, burro que só um rabo, moleque azedo criado pela avó de consideração. Problemas no abdutor, o pai vira o pé, o peso enverga o corpo que sem apoio tomba, o ombro desce feito martelo e arremessa o vaso num voo de metros até o tanque.

tadinha de maria
que era tão bonita
menina muito nova
cabeça de algodão
queria acordar tarde
viver de sacanagem
morar noutra cidade
andar na contramão

no pátio tem a mancha
no pátio tem a mancha

não esqueço aquela poça na pia
nem os olhinhos de vidro no espaço
não quero mais ser aquele vizinho
nem passar uma noite acordado


maços de cigarro cor champagne. quer um vício digno de fantasiar: acordará todos os dias para alimentar caroços de câncer alaranjados que estão alojados nas jaulas próximos ao falecido rinorizonte. com as gramas de haxixe que Baudelaire fez em flores aos pés da esfínge monumental. dizer adeus progressivamente. bílis silenciosa.


- Bom dia.
- Como vai?
- Sem anestesia.
- se importa com a Grande Marcha?


na chuva o choro se disfarça.

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