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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Acompanhando a MTv direto

Claro que a gente só pode meter o pau, descer a lenha e escandalizar os cancros se tiver no meio, senão é tudo devaneio. Então, lá se vai o registro pessoal de pelo menos meia hora de MTv. Sim, eu sei que posso ficar retardado. Sim, eu sei que os danos podem ser permanentes. Não, eu não tenho medo.

ACESSO MTv

Caralho, que gente estranha. Eles falam cantando, não só a gaúcha, como se fossem um derivado meio histérico. Esse tom fake de apresentador já deu no saco, a MTv não se toca. Comentário do Leo Madeira: síndrome do salvador? Messiânico? Que esse cara tá dizendo? Nada a ver os comentários sobre o Perry Farrell. Podia ter comentado da vitalidade, da musicalidade bizarra da voz dele, que não é redonda com a melodia, ao contrário, desafia o melódico na careta. Falam muito sobre detalhes que qualquer pessoa pode observar, não existe considerações musicais, não existe comentário relevante além de "eu acho isso", "eu me diverti", não existe porquês, não se dão esse desafio. Estão escondidos pelo formato e só precisam de ânimo diante da câmera.

U2 cantando Sunday blood sunday. Uau. How new! How fresh! Puta que pariu, e pensar que essa gente recebe bem pra fazer um programinha merda desses. A música acontecendo no mundo de várias maneiras e os cretinos passando Sunday blood sunday do U2. Tá certo, se essa cultura não for constantemente reafirmada ela se dilui. Ah, Jay Z e Bono? Hahahahahaha. Cantem Bob Marley, todos, cantem pelos seus direitos, voltem pra casa, tomem banho, contem aos amigos sobre como foi lindo aquele momento em que viveram e cantaram juntos Bob Marley, e continuem os mesmos. Salve o EMA.

Lady Gaga e Beyonce. Claro, porque como na literatura, é preciso aglutinar toda essa galera numa época, com referências de passado tradicional, senão perde o peso e a importância. To ouvindo a música da Lady Gaga aqui, é simplesmente igualzinho a uma porrada de coisa que eu já ouvi por aí: Hilary Duff,Christina Aguilera, Anastacia, Kelly Clarkson, Gwen Stefani, Britney Spears. Esse clipe Paparazzi combina a cultura do "menina vingativa" (já explorada pela Lilly Allen, recentemente) com imagens que me recordam clipe da Gwen Stefani. E por que tudo isso? Porque não estão ali pela música, mas pelo ícone atrás da música e tudo que ele significa.

É por isso que a Rihanna tá agora falando da vida pessoal dela. E daí que ela apanhou do namorado? Resolva isso com a polícia. E a música? Por que as músicas são tão óbvias? Por que as danças são sempre as mesmas, bastando um único clipe bem feito pra sintetizar essa coreografia simplória e viciada? Que porcaria de clipe e de música, na boa. A mesma merda que se pode esperar se você olha pra essa estória contínua da música pop.

Entrevista com o cara que é fanático pelos Beatles. Informações dadas:

- ele conheceu os 4 pessoalmente
- John Lennon queria contatar os Beatles, dois meses antes de morrer
- a reação do fã entrevistado à morte do Lennon
- o Paul cantou pra filha dele
- um artefato exibido e o atestado de que onze anos depois, Paul lembrava da filha dele
- ele mantém contato via e-mail com o Paul

E vocês se perguntam, como eu, e a música dos Beatles? E sobre o trabalho solo do Paul, sobre o Wings, sobre as parcerias, o Rockestra... TIDÊ? TIDÊ? A única coisa que o cara falou, sobre música, foi: "a gente vê o cara lá fazendo os acordes". UAU! COMO ALGUEM VAI AO SHOW DO PAUL E NAO FALA SOBRE OS SHOWS, SÓ SOBRE OS MOMENTOS EM CAMARIM? Pelo amor de deus, né. Que programinha mais mixuruca.

E Massacration, que é o símbolo do trabalho feito pela MTv: mímesis paródica.

Na boa, uma dessas, de novo, só daqui a um tempo, senão mata o velho.

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