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domingo, 13 de abril de 2008

Please, stop that Parade!

Enquanto a nova novela da Globo, "Menina Isabella", vai se desenrolando aos olhos ávidos dos nossos compatriotas românticos, cá vamos nós seguindo pelas sendas da música marginal. Considerem que moro no Rio de Janeiro, não temos nem mais uma rádio rock. Estamos completamente privados de algo que não seja "toca o panderão", "balança essa bundinha", "vem chorar no meu colo", "sua filha da putinha". Essas coisas. Mas...


Você conhece Les Dudek? Se você conhece Allman Brothers, se curte a música Jessica, por exemplo, então você o conhece.


Guitarrista nascido nos anos 50, começou a tocar influenciado pelos Beatles, segundo a nossa querida Wikipedia. O cara se tornou bom, e dá pra conferir tanto na canção anteriormente referida, em Ramblin' Man, e nos seus álbuns. Além dos Brothers, Les Dudek tocou com Steve Miller Band, Stevie Nicks, Cher e outros.


O que eu vou disponibilizar hoje é o Ghost Town Parade, de 1978, um trabalho legal, principalmente porque quando você pensa em guitarrista pode acabar pensando em punheta instrumental, e longe disso, meus caros. Longe.


O álbum começa com a divertida Central Park, que mistura guitarra na medida, um coro de vozes femininas no backing vocal e uma surpreendente percussão. O título me fez pensar em outra coisa, o que é bom, ser surpreendido, nesse aspecto, é sempre muito bom. Em Gonna Move você novamente tem um encontro agradável e divertido com a música do Les. Acho foda o jeito que ele casa a voz dele com os backing vocals e tudo parece uma festinha. Música pra ouvir quando você está sozinho em casa, a fim de se divertir sem ter que olhar pra cara de ninguém. Você, dançando pra você, cantando alto enquanto faz um sanduíche escroto pra tomar com aquele veneno que desentope pia e tal. Em Does Anybody Care o clima é de um reggaezinho, ou posso estar maluco. A última música, homônima, é um fechar com o tradicional hard blueseado que cativa a todos os corações guitarrísticos. Vale dizer que a harmonia é bonita, os outros instrumentos não estão submissos ao espetáculo das cordas e tudo flui e frui que é uma beleza. Fora o vocal do Les, que surpreende, não por ser pirotécnico, mas porque apresenta, dentro das suas limitações, uma beleza agradável.


O álbum me deixou uma idéia de que o cara soube trabalhar bem o rock n' roll com toda a atmosfera setentista de saturday night fever.


Salut!

Um comentário:

Nataniel, o Metz disse...

Bloquearam os downloads no trabalho.
E agora?!