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terça-feira, 22 de março de 2011

métodos

Vou começar a usar o "pesca-palavra" com os alunos, em um intervalo controlado, pra ver se existe algum desenvolvimento perceptível. Justamente por essa possibilidade é que sou contra a interdição de materiais com o conteúdo "avançado". Quem dá o enfoque é o professor, conteúdos avançados em músicas e textos podem ser facilmente ignorados quando da explicação estrutural. Proibir que o aluno entre em contato com as formas é uma infrutífera limitação.

Observarei o londrino nesse sentido e anotarei aqui seu progresso.

domingo, 13 de março de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sonho que se sonha só

Mais uma pra novela da vida real

Em Brasil, mostra tua cara desta edição...

"Deputados usam verba de gabinete para pagar parentes

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SILVIO NAVARRO
FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO

Três deputados estaduais paulistas repassaram a familiares no ano passado parte do dinheiro que seus gabinetes na Assembleia Legislativa recebem para apoiá-los no exercício de seus mandatos. A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL.

Os três usaram a verba para cobrir despesas com o aluguel de imóveis que pertenciam a seus parentes e onde eles dizem ter mantido escritórios no interior do Estado.

Cada deputado estadual de São Paulo teve direito em 2010 a uma verba de até R$ 20,5 mil para manter escritórios políticos fora da Assembleia, encomendar estudos e contratar consultorias, entre outras despesas.

Levantamento feito pela Folha mostra que no ano passado os 94 deputados estaduais paulistas gastaram R$ 17 milhões dos R$ 23 milhões que seus gabinetes estavam autorizados a utilizar com esse tipo de despesa."


http://www1.folha.uol.com.br/poder/878355-deputados-usam-verba-de-gabinete-para-pagar-parentes.shtml

é incrível. Sociólogos devem adorar essas vibes. O discurso diz, claramente, que nosso governo é corrupto em suas várias instâncias. Essa é a história da política brasileira. Que governo ficou ausente de corrupção? O do Tancredo, talvez, e não boto minha mão no fogo.


Temos provas editadas, provas de que o governo NUNCA foi confiável e NUNCA trabalhou para as pessoas que, supostamente, compõem esse poder por meio do voto. Obrigatório, diga-se de passagem, o que é mais absurdo. Ou você escolhe, ou você vai ser punido. Isso não é democracia, nem aqui, nem em lugar algum.

É simplesmente absurdo que as pessoas vivam neste nível de compromisso com a vida política. É como se fossemos retardados mentais. É como se alguém viesse todos os dias nos surrar, depois da escola, no caminho que faz até em casa, e levássemos isso adiante, sem perspectiva ou vontade de alterar os fatos.

O aumento do salário desta corja foi a gota d'água. Só não vê quem não quer. Além de nos roubar constantemente, os caras ainda tem a audácia de legalmente instituir vantagens absurdas sobre o povo. Onde estão os brios? O que acontece com a gente que não fazemos nada?  Estamos sendo diariamente passados para trás, as coisas acontecem num plano inacessível para o povo, durante o trabalho do povo, em lugares fechados ao povo, por pessoas que não são e não querem ser do povo. O povo constrói a vida desses homens e mulheres que exploram a fé e a ignorância alheia, que exploram o medo e a interdição. O povo é quem faz destas pessoas os marajás que são.

Será que, um dia, a humanidade vai conhecer, novamente, um povo destemido? Um povo que luta pelo que quer? É possível que a estrutura seja declaradamente exploração abusiva e consigamos viver décadas, oferecer em sacrifício a vida de nossos filhos, e dos filhos dos filhos, em troca de "paz" e "identidade"? É um absurdo que não nos levantemos contra tamanha ofensa feita a quem faz desta terra uma nação de indivíduos representáveis. Somos esculachados com uma regularidade que já deveria ter tirado dos eixos uma massa mais significativa de brasileiros, mas preferimos nos dedicar a causas micro, vivendo num macro que as possibilita ou impossibilita mediante necessidades particulares. Para que qualquer coisa possa ter qualquer significado, não podemos estar sob uma estrutura que manipula o acontecimento das coisas por vontade de beneficiar uns poucos.

É preciso acordar.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

nova estréia

     Hoje, sexta de fevereiro, de um 2011 cheio de promessas, fiz minha estréia como professor de inglês para uma turma de nível básico.
     Não foi qualquer turma, mas uma galera que está inscrita num projeto que tem três frentes: a Secretaria de Educação do RJ, a ONG Cidadania Cidade Maravilhosa e a UFRJ, que está responsável pelo suporte pedagógico e que fez a seleção dos professores.
     A turma é interessada, passamos bons momentos e rimos bastante. Ainda assim, deixei bem claro que é preciso correr atrás e se envolver com o idioma para conseguir alguma fluência. Não dá pra aprender uma nova forma de comunicação sem praticá-la.
     Vimos palavras e expressões previamente conhecidas por eles, falamos de cognatos e frases de cumprimento, saudações e despedidas.
     Segunda tem mais. Espero aguentar o ritmo.

sábado, 1 de janeiro de 2011

e de quebra

O suposto grande ex-presidente da República leva, para o coração do Estado operário, o não menos grande José Sarney, homem cuja reputação chega dias antes do próprio. O que se pode falar além? Não sei se uma imagem vale mais que mil palavras, mas essa daí, com certeza, diz muito.



E enquanto isso, o teatrinho vai se desdobrando aos olhos do povo, que por sua vez, tá é louco pra participar, quer saber de acabar com nada, não, de deter, de proibir, de reivindicar. O que importa é fazer parte da festa, qualquer que seja, mesmo que sendo o bobão, aquele que quando vira as costas se torna a piada ambulante. Vai Zé Povão, batendo palma pra quem te açoita.

ô gente mentalmente preguiçosa...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

filme triste

hoje, nenhuma poesia satisfaz.
os castelos estão ruindo.
as fadas sem asas estão indo embora.
não há magia suficiente.

enquanto isso, as pessoas seguem rindo.
talvez seja o mar,
talvez o novo ano que se aproxima.
explicações e rimas.

a poesia fede, condena, espalha.
hoje, ficarei reunido.
uma única lágrima embala o barco,
furado
fundido

sem vela
sem remo
sem rima
num canto do quarto
sozinhando
pro fundo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Prateleira Gay

     Hoje, na locadora, fui devolver o "Whatever works", com o Larry David. Sabe? Não? Aquele que ajudou o Seinfeld a roteirizar o famoso seriado e também o protagonista da série "Curb your enthusiasm". Bem engraçado, cara, com boas tiradas, além de uma interpretação legal da Evan Rachel Wood, aquela menina do "Thirteen", saca? Claro que sim, tenho certeza que você já viu. Duas meninas, aquela vontade de dar umazinha, revolta, uma mãe e seu namorado problemático, um beijinho entre as duas, enfim, o estereótipo da adolescência americana.

     Enfim, fui lá devolver o filme, acabei pegando "An Education", com Peter Sarsgaard. Mas não é esse o assunto. Caralho, fico divagando, dando voltas, até dropar no ponto latente: uma prateleira gay. Sim, os filmes, de vários gêneros, inclusive seriados, estava destacados de suas prateleiras originais para compor a prateleira GLBT. The L World, Boys Dont Cry, entre outros, ali, fazendo parte de um grupo de filmes que estão separados por abordar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo.

     Isso é um pouco estranho. É uma categoria temática, quero dizer, vamos passar a separar filmes assim? Filmes de usuários de droga, filmes com elenco de maior parte negra, filmes que falam inglês arcaico, filmes em que aparecem pessoas mancas... Sinceramente, não acho uma boa ideia.