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domingo, 13 de março de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Sonho que se sonha só
Mais uma pra novela da vida real
Em Brasil, mostra tua cara desta edição...
"Deputados usam verba de gabinete para pagar parentes
Publicidade
SILVIO NAVARRO
FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO
Três deputados estaduais paulistas repassaram a familiares no ano passado parte do dinheiro que seus gabinetes na Assembleia Legislativa recebem para apoiá-los no exercício de seus mandatos. A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL.
Os três usaram a verba para cobrir despesas com o aluguel de imóveis que pertenciam a seus parentes e onde eles dizem ter mantido escritórios no interior do Estado.
Cada deputado estadual de São Paulo teve direito em 2010 a uma verba de até R$ 20,5 mil para manter escritórios políticos fora da Assembleia, encomendar estudos e contratar consultorias, entre outras despesas.
Levantamento feito pela Folha mostra que no ano passado os 94 deputados estaduais paulistas gastaram R$ 17 milhões dos R$ 23 milhões que seus gabinetes estavam autorizados a utilizar com esse tipo de despesa."
http://www1.folha.uol.com.br/poder/878355-deputados-usam-verba-de-gabinete-para-pagar-parentes.shtml
é incrível. Sociólogos devem adorar essas vibes. O discurso diz, claramente, que nosso governo é corrupto em suas várias instâncias. Essa é a história da política brasileira. Que governo ficou ausente de corrupção? O do Tancredo, talvez, e não boto minha mão no fogo.
Temos provas editadas, provas de que o governo NUNCA foi confiável e NUNCA trabalhou para as pessoas que, supostamente, compõem esse poder por meio do voto. Obrigatório, diga-se de passagem, o que é mais absurdo. Ou você escolhe, ou você vai ser punido. Isso não é democracia, nem aqui, nem em lugar algum.
É simplesmente absurdo que as pessoas vivam neste nível de compromisso com a vida política. É como se fossemos retardados mentais. É como se alguém viesse todos os dias nos surrar, depois da escola, no caminho que faz até em casa, e levássemos isso adiante, sem perspectiva ou vontade de alterar os fatos.
O aumento do salário desta corja foi a gota d'água. Só não vê quem não quer. Além de nos roubar constantemente, os caras ainda tem a audácia de legalmente instituir vantagens absurdas sobre o povo. Onde estão os brios? O que acontece com a gente que não fazemos nada? Estamos sendo diariamente passados para trás, as coisas acontecem num plano inacessível para o povo, durante o trabalho do povo, em lugares fechados ao povo, por pessoas que não são e não querem ser do povo. O povo constrói a vida desses homens e mulheres que exploram a fé e a ignorância alheia, que exploram o medo e a interdição. O povo é quem faz destas pessoas os marajás que são.
Será que, um dia, a humanidade vai conhecer, novamente, um povo destemido? Um povo que luta pelo que quer? É possível que a estrutura seja declaradamente exploração abusiva e consigamos viver décadas, oferecer em sacrifício a vida de nossos filhos, e dos filhos dos filhos, em troca de "paz" e "identidade"? É um absurdo que não nos levantemos contra tamanha ofensa feita a quem faz desta terra uma nação de indivíduos representáveis. Somos esculachados com uma regularidade que já deveria ter tirado dos eixos uma massa mais significativa de brasileiros, mas preferimos nos dedicar a causas micro, vivendo num macro que as possibilita ou impossibilita mediante necessidades particulares. Para que qualquer coisa possa ter qualquer significado, não podemos estar sob uma estrutura que manipula o acontecimento das coisas por vontade de beneficiar uns poucos.
É preciso acordar.
Em Brasil, mostra tua cara desta edição...
"Deputados usam verba de gabinete para pagar parentes
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SILVIO NAVARRO
FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO
Três deputados estaduais paulistas repassaram a familiares no ano passado parte do dinheiro que seus gabinetes na Assembleia Legislativa recebem para apoiá-los no exercício de seus mandatos. A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL.
Os três usaram a verba para cobrir despesas com o aluguel de imóveis que pertenciam a seus parentes e onde eles dizem ter mantido escritórios no interior do Estado.
Cada deputado estadual de São Paulo teve direito em 2010 a uma verba de até R$ 20,5 mil para manter escritórios políticos fora da Assembleia, encomendar estudos e contratar consultorias, entre outras despesas.
Levantamento feito pela Folha mostra que no ano passado os 94 deputados estaduais paulistas gastaram R$ 17 milhões dos R$ 23 milhões que seus gabinetes estavam autorizados a utilizar com esse tipo de despesa."
http://www1.folha.uol.com.br/poder/878355-deputados-usam-verba-de-gabinete-para-pagar-parentes.shtml
é incrível. Sociólogos devem adorar essas vibes. O discurso diz, claramente, que nosso governo é corrupto em suas várias instâncias. Essa é a história da política brasileira. Que governo ficou ausente de corrupção? O do Tancredo, talvez, e não boto minha mão no fogo.
Temos provas editadas, provas de que o governo NUNCA foi confiável e NUNCA trabalhou para as pessoas que, supostamente, compõem esse poder por meio do voto. Obrigatório, diga-se de passagem, o que é mais absurdo. Ou você escolhe, ou você vai ser punido. Isso não é democracia, nem aqui, nem em lugar algum.
É simplesmente absurdo que as pessoas vivam neste nível de compromisso com a vida política. É como se fossemos retardados mentais. É como se alguém viesse todos os dias nos surrar, depois da escola, no caminho que faz até em casa, e levássemos isso adiante, sem perspectiva ou vontade de alterar os fatos.
O aumento do salário desta corja foi a gota d'água. Só não vê quem não quer. Além de nos roubar constantemente, os caras ainda tem a audácia de legalmente instituir vantagens absurdas sobre o povo. Onde estão os brios? O que acontece com a gente que não fazemos nada? Estamos sendo diariamente passados para trás, as coisas acontecem num plano inacessível para o povo, durante o trabalho do povo, em lugares fechados ao povo, por pessoas que não são e não querem ser do povo. O povo constrói a vida desses homens e mulheres que exploram a fé e a ignorância alheia, que exploram o medo e a interdição. O povo é quem faz destas pessoas os marajás que são.
Será que, um dia, a humanidade vai conhecer, novamente, um povo destemido? Um povo que luta pelo que quer? É possível que a estrutura seja declaradamente exploração abusiva e consigamos viver décadas, oferecer em sacrifício a vida de nossos filhos, e dos filhos dos filhos, em troca de "paz" e "identidade"? É um absurdo que não nos levantemos contra tamanha ofensa feita a quem faz desta terra uma nação de indivíduos representáveis. Somos esculachados com uma regularidade que já deveria ter tirado dos eixos uma massa mais significativa de brasileiros, mas preferimos nos dedicar a causas micro, vivendo num macro que as possibilita ou impossibilita mediante necessidades particulares. Para que qualquer coisa possa ter qualquer significado, não podemos estar sob uma estrutura que manipula o acontecimento das coisas por vontade de beneficiar uns poucos.
É preciso acordar.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
nova estréia
Hoje, sexta de fevereiro, de um 2011 cheio de promessas, fiz minha estréia como professor de inglês para uma turma de nível básico.
Não foi qualquer turma, mas uma galera que está inscrita num projeto que tem três frentes: a Secretaria de Educação do RJ, a ONG Cidadania Cidade Maravilhosa e a UFRJ, que está responsável pelo suporte pedagógico e que fez a seleção dos professores.
A turma é interessada, passamos bons momentos e rimos bastante. Ainda assim, deixei bem claro que é preciso correr atrás e se envolver com o idioma para conseguir alguma fluência. Não dá pra aprender uma nova forma de comunicação sem praticá-la.
Vimos palavras e expressões previamente conhecidas por eles, falamos de cognatos e frases de cumprimento, saudações e despedidas.
Segunda tem mais. Espero aguentar o ritmo.
Não foi qualquer turma, mas uma galera que está inscrita num projeto que tem três frentes: a Secretaria de Educação do RJ, a ONG Cidadania Cidade Maravilhosa e a UFRJ, que está responsável pelo suporte pedagógico e que fez a seleção dos professores.
A turma é interessada, passamos bons momentos e rimos bastante. Ainda assim, deixei bem claro que é preciso correr atrás e se envolver com o idioma para conseguir alguma fluência. Não dá pra aprender uma nova forma de comunicação sem praticá-la.
Vimos palavras e expressões previamente conhecidas por eles, falamos de cognatos e frases de cumprimento, saudações e despedidas.
Segunda tem mais. Espero aguentar o ritmo.
sábado, 1 de janeiro de 2011
e de quebra
O suposto grande ex-presidente da República leva, para o coração do Estado operário, o não menos grande José Sarney, homem cuja reputação chega dias antes do próprio. O que se pode falar além? Não sei se uma imagem vale mais que mil palavras, mas essa daí, com certeza, diz muito.
E enquanto isso, o teatrinho vai se desdobrando aos olhos do povo, que por sua vez, tá é louco pra participar, quer saber de acabar com nada, não, de deter, de proibir, de reivindicar. O que importa é fazer parte da festa, qualquer que seja, mesmo que sendo o bobão, aquele que quando vira as costas se torna a piada ambulante. Vai Zé Povão, batendo palma pra quem te açoita.
ô gente mentalmente preguiçosa...
E enquanto isso, o teatrinho vai se desdobrando aos olhos do povo, que por sua vez, tá é louco pra participar, quer saber de acabar com nada, não, de deter, de proibir, de reivindicar. O que importa é fazer parte da festa, qualquer que seja, mesmo que sendo o bobão, aquele que quando vira as costas se torna a piada ambulante. Vai Zé Povão, batendo palma pra quem te açoita.
ô gente mentalmente preguiçosa...
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
filme triste
hoje, nenhuma poesia satisfaz.
os castelos estão ruindo.
as fadas sem asas estão indo embora.
não há magia suficiente.
enquanto isso, as pessoas seguem rindo.
talvez seja o mar,
talvez o novo ano que se aproxima.
explicações e rimas.
a poesia fede, condena, espalha.
hoje, ficarei reunido.
uma única lágrima embala o barco,
furado
fundido
sem vela
sem remo
sem rima
num canto do quarto
sozinhando
pro fundo.
os castelos estão ruindo.
as fadas sem asas estão indo embora.
não há magia suficiente.
enquanto isso, as pessoas seguem rindo.
talvez seja o mar,
talvez o novo ano que se aproxima.
explicações e rimas.
a poesia fede, condena, espalha.
hoje, ficarei reunido.
uma única lágrima embala o barco,
furado
fundido
sem vela
sem remo
sem rima
num canto do quarto
sozinhando
pro fundo.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Prateleira Gay
Hoje, na locadora, fui devolver o "Whatever works", com o Larry David. Sabe? Não? Aquele que ajudou o Seinfeld a roteirizar o famoso seriado e também o protagonista da série "Curb your enthusiasm". Bem engraçado, cara, com boas tiradas, além de uma interpretação legal da Evan Rachel Wood, aquela menina do "Thirteen", saca? Claro que sim, tenho certeza que você já viu. Duas meninas, aquela vontade de dar umazinha, revolta, uma mãe e seu namorado problemático, um beijinho entre as duas, enfim, o estereótipo da adolescência americana.
Enfim, fui lá devolver o filme, acabei pegando "An Education", com Peter Sarsgaard. Mas não é esse o assunto. Caralho, fico divagando, dando voltas, até dropar no ponto latente: uma prateleira gay. Sim, os filmes, de vários gêneros, inclusive seriados, estava destacados de suas prateleiras originais para compor a prateleira GLBT. The L World, Boys Dont Cry, entre outros, ali, fazendo parte de um grupo de filmes que estão separados por abordar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo.
Isso é um pouco estranho. É uma categoria temática, quero dizer, vamos passar a separar filmes assim? Filmes de usuários de droga, filmes com elenco de maior parte negra, filmes que falam inglês arcaico, filmes em que aparecem pessoas mancas... Sinceramente, não acho uma boa ideia.
Enfim, fui lá devolver o filme, acabei pegando "An Education", com Peter Sarsgaard. Mas não é esse o assunto. Caralho, fico divagando, dando voltas, até dropar no ponto latente: uma prateleira gay. Sim, os filmes, de vários gêneros, inclusive seriados, estava destacados de suas prateleiras originais para compor a prateleira GLBT. The L World, Boys Dont Cry, entre outros, ali, fazendo parte de um grupo de filmes que estão separados por abordar o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo.
Isso é um pouco estranho. É uma categoria temática, quero dizer, vamos passar a separar filmes assim? Filmes de usuários de droga, filmes com elenco de maior parte negra, filmes que falam inglês arcaico, filmes em que aparecem pessoas mancas... Sinceramente, não acho uma boa ideia.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
M e d í o c r e
Ninguém ensina a outro que a vida é o lugar dos prazeres. É preciso que se descubra isso no palco. Sob a égide do tempo, submissos à sua vontade, seres mortais que somos, nosso gesto ganha um valor alto. Que tem cada ser humano, senão, em média, setenta anos para fazer alguma coisa? Sim, o verbo é este, fazer, construir, a característica natural que se tornou base para a expressão do pensamento religioso, a inclinação de tudo aquilo que é vivo para construir o mundo ao seu redor, desde plantas e esquilos até gente.
O que me parece ter acontecido foi, de fato, uma interrupção no processo natural das coisas, por parte do dito "progresso", e a assimilação de um status mental que faz do homem o único ser capaz de ser iludido por si mesmo, definhar por conta de autosugestão e se perder nos labirintos da própria fantasia. Quando Jodorowsky diz, "we must break the ilusion", ele não fala apenas de que aquilo é um filme e deve ser visto assim, ele enuncia uma lição que vale para todos os momentos de sua vida social.
Economia, política, arte, é tudo criação de sistema, cuja qualidade está baseada na eleição parcial de características deste, orientada por uma convenção de especialistas, e que se torna tradição escrita, código. Isso significa que a brincadeira tem começo, recomeços, meios e fins, podendo ser interrompida para reorganização. Não existe lógica na máxima, "a vida é assim", ou em, "É assim que as coisas são, é como sempre foram". São sentenças cheias de covardia e comodismo. É a derrota do mamífero, empoleirado como uma galinha velha, aceitando a morte da maneira menos prazeirosa possível. Um absurdo.
E onde se expressa tal aceitação do medíocre, onde é que se vê tamanho comodismo em relação ao que é pífio, senão nas artes? O maldito conseguiu: o poeta foi expulso da República, e em seu lugar ficaram os bobos das cortes, fazendo jornalismo humorístico, teatro do imbecil, cinema de babaca e musiquinha vagabunda. Toda comunicação fica nivelada por baixo. A intenção comunicativa é dominada pela orientação financeira, com seus vários braços que a publicidade funda pra disseminar. O culto à personalidade ganha vulto na coisificação de uma pessoa e sua associação imediata a produtos, ao consumo como forma de se relacionar com os outros e o objeto de desejo, sempre inatingível, claro. E o pior, tal construção gera de fato a ilusão e, esta, traz a felicidade momentânea. O estímulo. O prazer intenso que se obtém somente neste sistema... e que passa... e volta, com tudo.
Atuação. Os filmes são fracos, em grande maioria. Quem já viu Marlon Brando, Peter Sellers, Gunnar Björnstrand, Paulo Aultran, Bruno Ganz, por exemplo, e pensa as características da atuação desses caras, sabe que esses atores de Hollywood, de Brad Pitt a Jackie Chan, estão aquém, além apenas no tempo, talvez, por isso, tão "culpados". O tempo nada lhes deu, apenas fez de suas vidas um mar de rosas. Quem viu atuar Liv Ullman não pode se satisfazer com Jennifer Aninston, Angelina Jolie, e essas atrizes meia-boca do cinema internacional, pra não falar das porcarias tupiniquins. Uma das maiores injustiças brasileiras é se enaltecer Fernanda Montenegro ao ponto de dizer que Central do Brasil merecia o Oscar, o que é inconcebível, e mais, que está em patamar acima de Marília Pêra, sendo esta, sim, muito melhor atriz, capaz de transformações físicas e psicológicas muito mais marcantes que a mãe da Fernanda Torres, pelamor de deus.
Confunde-se atuação com intensidade. Quem disse que atuar é fazer cara feia e levantar a voz? Quem disse que atuar bem é reunir tudo que é característico em si e interpretar um papel leviano, sem desafios? O que torna, sinceramente, digno do rótulo de ator um cara como Cauã Reymond, ou algo assim, o quê? Que faz ele além de gritar, fazer pose, tentar ser natural diante da câmera e interpretar tipinhos que qualquer idiota com internet discada na cabeça faria? O drogado que se contorce na cama. O drogado que deixa os olhos cheio d'água e pega o pai pelo colarinho, fala entredentes, quase cuspindo, o rosto vermelho, sai batendo a porta. "Ah, que cena incrível. Como se sente agora que ganhou o prêmio de destaque da novela?". Quantas vezes você fez isso com seu irmão, percebendo o que estava fazendo, mas ainda assim mantendo a fúria, a pose, o gesto? Não poderia repetí-lo? Acha mesmo, você, que está em casa vendo esta grande porcaria, que com um trabalho de poucos meses não faria o mesmo?
O problema é justamente esse. Tentamos ignorar o fato de que o que se faz não é nada especial. Luan Santana? Fiuk? Por favor, né, saiam de casa, vão a shows em lugares populares e vejam bandas excelentes, com a sonoridade incrível. E não estou falando de bandas indigestas, não, estou falando de pop mesmo. Só que as pessoas conseguem mobilizar fãs, os fãs criam redes sociais, ao vivo e online, e isso se torna o grande estímulo para que a pop art de merda que é feita hoje seja autosuficiente. Basta adicionar o material humano, as redes sociais, os dispositivos, já estão criados e funcionam vinte quatro horas.
É preciso desconectar, reprogramar e reconectar os dispositivos. Só assim vai haver mudança. A saga pelo cérebro robô, tão americana, é o objetivo do revolucionário. Quem quer mudar não quer explodir, não quer destruir ou tumultuar, precisa achar um jeito, obter os cartões e as senhas, os códigos, atravessar as portas, seguir pelos corredores no grande labirinto que conduz ao cérebro. Lá reprogramar o computador para que a sociedade se oriente por novas diretrizes, por um jogo mais honesto, transparente. A dependência messiânica deve dar lugar ao planejamento calculado, à organização, ao diálogo e à reflexão sobre como estão construindo aquilo que se chama de real, que está no cotidiano, e que engolimos sob o nome de grande arte.
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