Claro que a gente só pode meter o pau, descer a lenha e escandalizar os cancros se tiver no meio, senão é tudo devaneio. Então, lá se vai o registro pessoal de pelo menos meia hora de MTv. Sim, eu sei que posso ficar retardado. Sim, eu sei que os danos podem ser permanentes. Não, eu não tenho medo.
ACESSO MTv
Caralho, que gente estranha. Eles falam cantando, não só a gaúcha, como se fossem um derivado meio histérico. Esse tom fake de apresentador já deu no saco, a MTv não se toca. Comentário do Leo Madeira: síndrome do salvador? Messiânico? Que esse cara tá dizendo? Nada a ver os comentários sobre o Perry Farrell. Podia ter comentado da vitalidade, da musicalidade bizarra da voz dele, que não é redonda com a melodia, ao contrário, desafia o melódico na careta. Falam muito sobre detalhes que qualquer pessoa pode observar, não existe considerações musicais, não existe comentário relevante além de "eu acho isso", "eu me diverti", não existe porquês, não se dão esse desafio. Estão escondidos pelo formato e só precisam de ânimo diante da câmera.
U2 cantando Sunday blood sunday. Uau. How new! How fresh! Puta que pariu, e pensar que essa gente recebe bem pra fazer um programinha merda desses. A música acontecendo no mundo de várias maneiras e os cretinos passando Sunday blood sunday do U2. Tá certo, se essa cultura não for constantemente reafirmada ela se dilui. Ah, Jay Z e Bono? Hahahahahaha. Cantem Bob Marley, todos, cantem pelos seus direitos, voltem pra casa, tomem banho, contem aos amigos sobre como foi lindo aquele momento em que viveram e cantaram juntos Bob Marley, e continuem os mesmos. Salve o EMA.
Lady Gaga e Beyonce. Claro, porque como na literatura, é preciso aglutinar toda essa galera numa época, com referências de passado tradicional, senão perde o peso e a importância. To ouvindo a música da Lady Gaga aqui, é simplesmente igualzinho a uma porrada de coisa que eu já ouvi por aí: Hilary Duff,Christina Aguilera, Anastacia, Kelly Clarkson, Gwen Stefani, Britney Spears. Esse clipe Paparazzi combina a cultura do "menina vingativa" (já explorada pela Lilly Allen, recentemente) com imagens que me recordam clipe da Gwen Stefani. E por que tudo isso? Porque não estão ali pela música, mas pelo ícone atrás da música e tudo que ele significa.
É por isso que a Rihanna tá agora falando da vida pessoal dela. E daí que ela apanhou do namorado? Resolva isso com a polícia. E a música? Por que as músicas são tão óbvias? Por que as danças são sempre as mesmas, bastando um único clipe bem feito pra sintetizar essa coreografia simplória e viciada? Que porcaria de clipe e de música, na boa. A mesma merda que se pode esperar se você olha pra essa estória contínua da música pop.
Entrevista com o cara que é fanático pelos Beatles. Informações dadas:
- ele conheceu os 4 pessoalmente
- John Lennon queria contatar os Beatles, dois meses antes de morrer
- a reação do fã entrevistado à morte do Lennon
- o Paul cantou pra filha dele
- um artefato exibido e o atestado de que onze anos depois, Paul lembrava da filha dele
- ele mantém contato via e-mail com o Paul
E vocês se perguntam, como eu, e a música dos Beatles? E sobre o trabalho solo do Paul, sobre o Wings, sobre as parcerias, o Rockestra... TIDÊ? TIDÊ? A única coisa que o cara falou, sobre música, foi: "a gente vê o cara lá fazendo os acordes". UAU! COMO ALGUEM VAI AO SHOW DO PAUL E NAO FALA SOBRE OS SHOWS, SÓ SOBRE OS MOMENTOS EM CAMARIM? Pelo amor de deus, né. Que programinha mais mixuruca.
E Massacration, que é o símbolo do trabalho feito pela MTv: mímesis paródica.
Na boa, uma dessas, de novo, só daqui a um tempo, senão mata o velho.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
aniquilha
Ilha. Ininterrupta hulha. De repente, choque: pequenas minhocas elétricas dançam despertas no couro do homem, dormente ainda dos cansaços de sempre. Fagulha. Consciência do preto. Ouvir encostado à parede escura os primeiros sonidos do tempo. Metais em tilinte anunciando violentas vozes em comemoração. Bruxas! Mais uma libertação, espiralando o vôo no espaço três por quatro de céu a que temos direito. Família. Insígnia bruta do outro que vibra, grita, brita paredes auditivas, transcende o impedimento devassando a noite ainda do lado de cá. Um copo parado no batente parece bom o bastante pra pousar por lá. Abro os olhos, vejo o corpo: minha vida é um desejo de me lançar que estronda no parapeito; debruçado no quase impacto, no quase caco, em fragmentos que estão loucos pra se abandonar.
foge o rito.
às dez, um pássaro só grita.
o sono vai na barra da banda que passa.
fico.
uma gota corre a testa.
duas gotas agora.
o dia abrasivo gesta meu corpo
- da fossa ao forno
no inferno do figurado
acorda o mundo ficto
foge o rito.
às dez, um pássaro só grita.
o sono vai na barra da banda que passa.
fico.
uma gota corre a testa.
duas gotas agora.
o dia abrasivo gesta meu corpo
- da fossa ao forno
no inferno do figurado
acorda o mundo ficto
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Manguepeople no Circo da Lama e do Caos
Showzones da Zombie Nation brasileira no Circo Voador: todo mundo dançando caoticamente em meio a pingarada incessante, perrengues de verão. No mais, os caras tão ajeitados, o guitarrista e o baixista se garantem nos efeitos, nos timbres. A psicodelia em alguns momentos é bastante envolvente, você se solta e de repente tá espalhado pelo lugar, vibrando junto com o gravão do baixo.

Tô só o pó, a lama já saiu, e agora pressinto que ao dormir acordarei cerca de doze horas depois, sentindo as pernas até no pensamento.
a cidade não para
a cidade só cresce
o de cima sobe
e o de baixo desce
Não fui ver o Faith No More.
Não me arrependo.
Que merda.
E agora? Monografia. Cristina & Bandeira. Bunda na cadeira, cabeça na obra. Quanta demora pra fazer essa parada. Capotei.
Tô só o pó, a lama já saiu, e agora pressinto que ao dormir acordarei cerca de doze horas depois, sentindo as pernas até no pensamento.
a cidade não para
a cidade só cresce
o de cima sobe
e o de baixo desce
Não fui ver o Faith No More.
Não me arrependo.
Que merda.
E agora? Monografia. Cristina & Bandeira. Bunda na cadeira, cabeça na obra. Quanta demora pra fazer essa parada. Capotei.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
madrugadentro
prestes a sair o sol
quase me despeço, já despido.
são os momentos mais intensos da madrugada, quase sempre. você decide que vai se entregar, tudo ficava muito vivo e é nesse momento que se pode perder. o detalhe fagulha e de repente acende o pavio. há que se manter a névoa voando sobre os pensamentos, nevoeiro vivo que traz o desencanto da quase vida.
amanhã, quando acordar
se tiver sorte
começo de novo a minha morte
e como é que confio?
nem Ariadne me dá corda.
tá de brimks.
quase me despeço, já despido.
são os momentos mais intensos da madrugada, quase sempre. você decide que vai se entregar, tudo ficava muito vivo e é nesse momento que se pode perder. o detalhe fagulha e de repente acende o pavio. há que se manter a névoa voando sobre os pensamentos, nevoeiro vivo que traz o desencanto da quase vida.
amanhã, quando acordar
se tiver sorte
começo de novo a minha morte
e como é que confio?
nem Ariadne me dá corda.
tá de brimks.
domingo, 18 de outubro de 2009
think twice, its my only advice

Você é, ao mesmo tempo, trabalhador da Smallminds Inc. e consumidor de seus produtos.
WHEN YOU LOSE SMALL MIND
YOU FREE YOUR LIFE
o comodismo e a condescendência são marcas do homem da Smallminds Inc.
Você vê e sente.
Sente e gosta.
Gosta e quer.
Mais.
Eles fazem vários.
Fazem e vendem.
Entendem e progridem.
Mais.
No meio disso
sabem quem é menos
cada vez
Mais.
YOU ARE NOT YOUR SHOE SHINER
NEITHER HER MONSTROUS ORGASM
parte do trabalho desenvolvido na Smallminds Inc. é absorver o conteúdo que quer transformar e transformá-lo em produto que se quer, compreende?
- Olá, meu nome é (coloque aqui o nome de um ator qualquer). Sou capaz de fazer algumas expressões pra fingir que sou outra pessoa, mas não tenho muitos recursos. Normalmente, preciso de figurino, muita musica, campanhas de produtos, um longa-metragem e revistas de bafafá. Porém, o que mais me faz falta é a sua carência, esse jeitinho que você tem de depender.
-------------------------------FRONTEIRA INICIO DA LIBERDADE------
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\o/\o/\o/\o/\o/plac plac plac plac plac plac \o/\o/\o/\o/\o/
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\o/\o/\o/\o/\o/plac plac plac plac plac plac \o/o/\o/\o/\o/
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--------------------------------FRONTEIRA FIM DA LIBERDADE-------
THE ANSWER IS BLOWING IN THE WIND
smoke smoke smoke smoke
smoke for gossip!
fuck fuck fuck fuck
fuck for tolerance
INHALE FLAWLESS
and be polite
quando alguém da Smallminds Inc. é interpelado por sua conduta, pode enviar para 4477 um torpedo dizendo, FRAFA, e nós enviamos uma frase feita pra te tirar da lama. Alguns modelos já estão disponíveis no site.
- o seu problema é que você ficou muito amargo pra vida e pensa como quem já morreu.
- eu sou uma pessoa do meu tempo, não preciso viver o seu anacronismo.
- você vive valores muito arcaicos, isso te torna dispensável.
- o que importa é o que eu sinto, o resto é o resto; só se vive uma vez, desculpa, tá?
- você tem de respeitar a individualidade das pessoas, cada um acredita no que quer e acha melhor.
- seu problema é que você é tão pretensioso que esquece que a vida alheia não é um espaço pro exercício das suas opiniões
- talk to the hand, honey, to the hand (por mais cinquenta centavos lhe mandamos um tutorial ensinando a quebrar o pescoço como uma nigga de verdade)
SMALLMINDS INC.
você já faz parte da gente.
chega mais.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
driving me mad is driving me mad is driving
O que aconteceria se alguém tivesse a ideia de coverizar algumas coisas do Abbey Road em formato jazz? Seria doido? Seria irado? Foi Benson, meusamigos, George Benson.

The other side of Abbey Road é um álbum muito foda. Ouvia ontem, voltando da faculdade com Gabriel dos Teclados, de forma que recordei umas breves audições que tinha feito no passado remoto. O álbum está aqui em algum dvd desses de discografias e apêndices.
É irado o que esse puto faz. Os arranjos, a mudança no clima das músicas, a voz e a pegada de guitarra inconfundível do mestre note by note. Além disso, mostra o cuidado e o carinho de um profissional por outros, os Beatles, no caso, porque é muito claro o nível de compromisso com um trabalho bem feito e bem produzido.
Não é pra sacudir, é pra sentar e ouvir, de preferência numa noite em que o mundo não esteja tão presente nas suas decisões e você, com seu umbigo, precisar de uma trilha sonora.
http: //rapidshare. com/ files / 198437375/ A_M_3028. zip

The other side of Abbey Road é um álbum muito foda. Ouvia ontem, voltando da faculdade com Gabriel dos Teclados, de forma que recordei umas breves audições que tinha feito no passado remoto. O álbum está aqui em algum dvd desses de discografias e apêndices.
É irado o que esse puto faz. Os arranjos, a mudança no clima das músicas, a voz e a pegada de guitarra inconfundível do mestre note by note. Além disso, mostra o cuidado e o carinho de um profissional por outros, os Beatles, no caso, porque é muito claro o nível de compromisso com um trabalho bem feito e bem produzido.
Não é pra sacudir, é pra sentar e ouvir, de preferência numa noite em que o mundo não esteja tão presente nas suas decisões e você, com seu umbigo, precisar de uma trilha sonora.
http: //rapidshare. com/ files / 198437375/ A_M_3028. zip
domingo, 13 de setembro de 2009
só sade soma à minha cisma
acabo de ser muito ousado.
coloquei uma lasanha no forno não por quatorze minutos, como recomendado, mas por quinze minutos e dez segundos.
veja que não foram quinze minutos, apenas, como se eu quisesse me livrar do fardo.
foram quinze minutos e dez segundos, ou seja, dez segundos que contabilizei necessários para conquistar minhas intenções ainda habitantes do meu inconsciente.
quando abri o fogão era a perfeita cobertura gratinada.
uma sensação incrível, vou te contar.
algumas vezes esse tipo de texto confessional é constrangedor.
mas aí eu teria de inventar uma distância e criar um discurso mais elaborado.
seria estranho.
agora estou deixando o fluxo dos meus pensamentos ditarem o conteúdo do tópico sem uma ordenação básica.
já aí criei uma ordenação: o caos ordenado.
senão não conseguiria pensar sobre ele.
merda.
como tudo é tão previsível.
a bienal do livro está um lixo.
e acho que câmeras digitais são servos do demônio.
por conta disso, lembrei de como velhos que andam em ziguezague podem ser estressantes.
principalmente se você quer chegar rápido a um lugar.
você joga pra esquerda, ele cai pra esquerda, você freia, joga pra direita e ele de repente faz que vai, junto, e você vai pra esquerda, mas ele resolveu ficar, era só impressão sua, aí você esbarra, ele te olha cheio de ódio por você não o perceber como algo tão frágil no caminho e você diminuido por aquele olhar se desculpa, olha ainda pra trás uma vez, pra vê-lo destilar ódio e gestos de decomposição, e então segue, atrasado e infeliz...
tá querendo virar Füher?
Não. Deusolivre.
linguagem teatral. encena. em cena. eu.
fazer o quê mais?
espaço umbilical.
you could come
and you would cum
cos if you came
is cos you can
right?
high five.
coloquei uma lasanha no forno não por quatorze minutos, como recomendado, mas por quinze minutos e dez segundos.
veja que não foram quinze minutos, apenas, como se eu quisesse me livrar do fardo.
foram quinze minutos e dez segundos, ou seja, dez segundos que contabilizei necessários para conquistar minhas intenções ainda habitantes do meu inconsciente.
quando abri o fogão era a perfeita cobertura gratinada.
uma sensação incrível, vou te contar.
algumas vezes esse tipo de texto confessional é constrangedor.
mas aí eu teria de inventar uma distância e criar um discurso mais elaborado.
seria estranho.
agora estou deixando o fluxo dos meus pensamentos ditarem o conteúdo do tópico sem uma ordenação básica.
já aí criei uma ordenação: o caos ordenado.
senão não conseguiria pensar sobre ele.
merda.
como tudo é tão previsível.
a bienal do livro está um lixo.
e acho que câmeras digitais são servos do demônio.
por conta disso, lembrei de como velhos que andam em ziguezague podem ser estressantes.
principalmente se você quer chegar rápido a um lugar.
você joga pra esquerda, ele cai pra esquerda, você freia, joga pra direita e ele de repente faz que vai, junto, e você vai pra esquerda, mas ele resolveu ficar, era só impressão sua, aí você esbarra, ele te olha cheio de ódio por você não o perceber como algo tão frágil no caminho e você diminuido por aquele olhar se desculpa, olha ainda pra trás uma vez, pra vê-lo destilar ódio e gestos de decomposição, e então segue, atrasado e infeliz...
tá querendo virar Füher?
Não. Deusolivre.
linguagem teatral. encena. em cena. eu.
fazer o quê mais?
espaço umbilical.
you could come
and you would cum
cos if you came
is cos you can
right?
high five.
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